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SAÚDE DO CORAÇÃO
DR. JOÃO JOAQUIM DE OLIVEIRA
13-07-2017 12:07:39
Crack... A Tragédia da Narcodependência (Maconha, Crack) na Cracolândia de São Paulo

Conforme jurisprudência do STF, ser usuário já é tri legal, falta tornar o traficante também Legal. É o prenúncio do fim dos tempos.

 

Todos nós vivemos tempos tão estranhos e esquisitos que há momentos e dias que pelo que ouvimos, vemos e lemos nos jornais temos o direito e a normalidade a alguns questionamentos e perguntas. Sejam tais questões e dúvidas as mais naturais e inocentes possíveis. Não estou aqui a questionar a ida do homem a Marte que já considero uma extravagância, nem algum terremoto ou furacão que fazem parte das tragédias naturais, desde que o mundo é mundo. Nada dessas intempéries e desastres naturais me preocupa porque simplesmente provam as teses do filósofo Heráclito de Éfeso que cravou a máxima: “A única coisa permanente no mundo é a mudança”. (Teoria do Devir, de tudo que se transforma).

O que tem me causado pasmo e muitas interrogações nos últimos tempos tem sido o papel ou atuação do homem. E aqui me refiro a muitas pessoas. Desde um simples pedinte de rua ou Barnabé aos homens que ocupam posições de líderes, presidentes de empresas, de autarquias ou, sobretudo, os chefes e gestores de órgãos públicos, enfim, os representantes do povo. Ou os supostos tais representantes, contra os quais sinto-me no direito de indagar: representantes de quem? Baseado no que tenho visto dessa classe de gente, representantes meus eles não são! E nem sei se vou ter opção de escolher alguém que me represente nas próximas eleições. A julgar pelos que estão hoje nos governos de Estados (Unidades da Federação) ou da União, nenhum deles reúne condições éticas e morais para representar os eleitores, sequer cuidar de bens públicos, porque como refere o termo, público é de todos, da comunidade, da Nação e não de nenhum interesse privado.

Eu não quero ocupar minha coluna no jornal com as nefandas e repetidas manchetes de jornais e televisão narrando os crimes cometidos por políticos de todos os Poderes como prevaricação, malversação, lavagem de dinheiro, peculato, crime de corrupção ativa ou passiva. Tais ocorrências, às pessoas de bem e honestas, têm causado náuseas e engulho, pelas tantas repetições, como num seriado de filmes de horrores.

Eu quero, enfim, ocupar aqui de um tema que esses dias ganhou as manchetes do Brasil e do mundo. Falo da intenção e do expediente da Prefeitura de São Paulo (na pessoa do prefeito João Doria) em acabar com a Cracolândia naquela populosa cidade. Analisando vulgarmente tal questão de saúde pública. A que ponto se chegou tal tragédia humanitária. Existe um local público, insidiosamente construído pelos usuários e traficantes, um local destinado ao consumo e tráfico de uma das drogas ilícitas a mais nociva e destrutiva do ser humano. A cocaína na sua forma mais viciante e indutora da dependência psíquica e orgânica. E assim o é porque ela tem uma meia vida curta; e o usuário pelo reuso rápido da substância, mais rápido também se torna extremamente dependente, porque o efeito passa rápido.

E aqui frente a mais esse capítulo da tragédia que é o uso de drogas, qualquer que seja essa substância, eu mostro meu espanto e minha surpresa com os homens. Notadamente aqui, com os homens do Judiciário. O Supremo Tribunal Federal (STF) já tem uma jurisprudência no sentido de não criminalizar o uso de drogas. Só faltou um detalhe nessa decisão suprema, porque da suprema Corte de Justiça: quanto em gramas, o sujeito pode portar em seu bolso, na bolsa, na cueca, nas meias, na condição de usuário? Porque, assim decidiram os juízes do STF, ser usuário é legal e Legal. Ou até trilegal, quem sabe!

Ou seja, nem uma tragédia social, sanitária e individual como essa da Cracôlandia de São Paulo, será capaz de fazer nossa Corte máxima da Justiça rever sua posição. Ser usuário é duplamente legal (bacana e lícito), ok.

Agora minha indagação mais importante. Consumir qualquer produto significa comprá-lo de algum distribuidor, no caso o traficante. Para quem defende o uso descriminalizado das drogas ilícitas só faltou esse detalhe da jurisprudência do STF, tornar o traficante pelo menos Legal (de acordo com a lei). Vender também seria Legal. Nesse caso não precisaria nem quantificar, o quanto ele pode transportar para atender seus clientes consumidores, porque os usuários são aos milhares.

E então me resta afirmar: só mesmo no Brasil poderia sair decisão desse quilate, desse disparate e desse desplante.

DR. JOÃO JOAQUIM DE OLIVEIRA é especialista em Medicina Interna e Cardiologia, Assistente do Serviço de Cardiologia e Risco Cirúrgico no Hospital das Clinicas - Faculdade de Medicina / Universidade Federal de Goiás (UFG) - Goiânia-GO; membro Sociedade Brasileira de Cardiologia; e, estudante de Filosofia. Contatos: joaomedicina.ufg@gmail.com. Acesse: www.jjoaquim.blogspot.com.br

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