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SAÚDE DO CORAÇÃO
DR. JOÃO JOAQUIM DE OLIVEIRA
24-05-2017 11:05:03
Antifinalidade das pessoas – Pessoas e coisas sem finalidade

Uma questão que é intrínseca ao próprio homem é a preocupação com a finalidade de cada coisa, ser, ação e atitude. É tão importante que existe um sistema filosófico nesse sentido, o finalismo. É um modelo de pensamento que tem por objetivo simplesmente essa relevante matéria: a finalidade de tudo quanto há nesse mundo de meu Deus, ou mesmo do diabo.

Deus e o diabo, por exemplo, entram nos questionamentos do finalismo. É de todos sabido, por exemplo, que o embate do bem versus o mal é uma luta eterna, desde que o mundo é mundo, desde o surgimento do homem.

Aplicar a finalidade a toda forma de existir pode-se principiar pela existência do próprio  gênero humano, mais seletivamente pelo Homo sapiens. Ou seja, desse animal humano, pensante, inteligente e considerado superior a todas as outras espécies de vida do planeta.

A introdução foi longa, mas não à toa, dado que o tema é complexo, inextricável em sua plenitude e despertante de atenção, discussões e permanentes estudos e reflexões no campo das ciências e ramos da filosofia (finalismo, metafísica, existencialismo).

Uma eterna pergunta que envolve finalidade refere-se aquela inerente a própria presença do homem no planeta: de onde vim? Onde estou? O que sou? Para onde vou? Na verdade são quatro questões emblemáticas do porquê, que finalidade tem a  existência do bicho homem neste planeta.

Em se falando em tais assertivas da finalidade das coisas e das ações humanas vamos em tese e de forma mais compreensível deixar algumas proposições e resultados de muitas coisas e empreendimentos cometidos pelos humanos.

Iniciemos pelo próprio fim (destino, razão, finalidade, do homem). Tem-se que o objetivo era cuidar, povoar e administrar o planeta e toda a forma de vida animal e vegetal. No quesito povoar se começou e continua mal porque há lugares que têm gente de mais, outros de menos. Uns têm muito o que comer outros morrem de fome e de sede; catastrófico!

No quesito cuidar e administrar a terra e os outros viventes. Aqui também temos outras derrapadas e fracassos. A terra na verdade pede socorro. São degradações do meio ambiente, poluição de rios, mares e ar. A coisa anda tão feia que corre-se o risco de extinção da vida no planeta e ter-se aqui extensões de deserto e de calor. Condições incompatíveis com qualquer forma de vida. Ainda catastrófico!

Por falta de espaço e licença vamos afinar e afunilar para o mundinho de cada um, no seu dia a dia. Que finalidade, por exemplo, vê um indivíduo de baixos teres e haveres em ter uma prole de dois, quatro ou sete filhos? Seria aumentar o rebanho de analfabetos, desempregados e desqualificados? Já não bastam os que aí existem aos milhões? Já não chegam os membros nem, nem, nem? Aqueles que nem estudam, nem trabalham, nem ânimo têm para ambas as coisas?

Assim então temos nesses exemplos a antifinalidade das coisas e ações do homem ou mulher, no senso de isonomia e responsabilidade entre os dois sexos. Ainda catastrófico!

Adentrando e particularizando como conclusões dessa digressão da finalidade de tudo existente e vivente. Tem-se lá um casal. Não importa o status social e econômico,  casal que  mora num apertado e restrito apê. Vida que anda muito difícil, de muitos impostos, prestações vincendas e cartão de crédito inadimplente. Pergunta final de finalidade: por que ter e criar um bicho de estimação, um pet? Por que? Qual a finalidade? Por gentileza, quem estiver me ouvindo e tiver as respostas que me as  traga, que continuo curioso e intrigado! Sempre catastrófico.

DR. JOÃO JOAQUIM DE OLIVEIRA é especialista em Medicina Interna e Cardiologia, Assistente do Serviço de Cardiologia e Risco Cirúrgico no Hospital das Clinicas - Faculdade de Medicina / Universidade Federal de Goiás (UFG) - Goiânia-GO; membro Sociedade Brasileira de Cardiologia; e, estudante de Filosofia. Contatos: joaomedicina.ufg@gmail.com. Acesse: www.jjoaquim.blogspot.com.br

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