COLUNAS
AGENDA POLÍTICA
GIRO ESPORTIVO...
SOCIAL
RELIGIÃO
CONEXÃO CIDADE
DO SENADO
PAUTA ABERTA
SABOR DA LEITURA
CULTURA - Diário de bordo
SINAL VERDE
IDEIAS E IDEAIS
CLICADAS do Marcello Dantas
TERCEIRA VIA
IMPRENSA
ESPECIAIS
IMAGEM...
ACONTECIMENTOS
ESTREVISTAS
ARTIGOS
URUAÇU - HISTÓRIA
SERVIÇOS
FALE CONOSCO
MENSAGENS
SEJA ASSINANTE
SEJA ANUNCIANTE
INFORMES
TELEFONES ÚTEIS
EVENTOS
NOSSO JORNAL
EXPEDIENTE
WEBMAIL
 
 

 

 

 
ESTADUAIS
01-03-2010 09:03:52
Colinas do Sul: ministro da Pesca visita Unidade Demonstrativa e oficializa demarcação de parques aquícolas


Nos bastidores do evento de piscicultura de 24 de fevereiro: prefeito
Iran Ferreira (esq.), Domício Vieira, Altemir Gregolin,
Ademir Menezes e Rubens Otoni


Concentração pública na cidade: assunto atrai interesse popular


Durante discurso, Gregolin enaltece trabalho desenvolvido em Colinas


Ademir: destaque ao esforço do governo federal em
estimular setor pesqueiro


Num dos momentos do evento na cidade: Rubens Otoni,
Mauro Rubem, Altemir Gregolin, Iran Ferreira, Ademir
Menezes e Leonardo Veloso

Após a inauguração da Unidade Demonstrativa de Criação de Peixes em Tanques-rede, etapa de Colinas do Sul, dias 4 e 5 de fevereiro últimos, quando da realização da 2ª Etapa da Oficina de Validação do Programa de Desenvolvimento Territorial de Aquicultura e Pesca de Serra da Mesa, a mesma cidade voltou a ser centro das atenções dia 24, com a implantação do benefício, que incentiva melhorias econômicas nas vidas das famílias participantes. De início, a nova Unidade, contendo 20 tanques-rede instalados no lago Serra da Mesa, capacitará 40 famílias para a produção de tilápias, bem como para as etapas de processamento e comercialização do pescado.
A produção de peixes em tanques-rede é um confinamento feito em tanques, onde alevinos (filhotes de peixe) são colocados de maneira separada - recebendo ração -, e sem contato com o fundo dos lagos, nesse caso específico. Em geral, peixes criados dessa forma são direcionados à comercialização direta. As tilápias nilóticas (de nome científico Oreochromis niloticus) são a espécie de melhor adaptação ao sistema. Mas outras espécies, inclusive o camarão, podem ser criados em tanques-rede.
Localizada nas proximidades de uma das ditas pontas do lago Serra da Mesa, junto ao rio Tocantinzinho, Colinas do Sul é administrada pelo prefeito Iran do Lago Ferreira (PT do B), anfitrião do acontecimento. Para realizar o lançamento definitivo do projeto que chega a sua quarta etapa (após passar por Uruaçu, Minaçu e Niquelândia), o ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, esteve presente. Governador de Goiás em exercício, Ademir Menezes (PR) também compareceu, o que também fez o secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Leonardo Veloso.
Outras presenças anotadas em Colinas do Sul: Domício Vieira, superintendente federal de Pesca e Aquicultura em Goiás; deputado federal Rubens Otoni (PT); deputados estaduais goianos Mauro Rubem (PT), Iso Moreira (PSDB) e Tiãozinho Costa (PT do B); prefeitos Ronan Batista (PTB, de Niquelândia), Divaldo Rinco (PSDB, Alto Paraíso de Goiás) e Josias Sobrinho (PTN, Cavalcante). Também participaram das atividades, outras autoridades e personalidades locais, da região, do Estado e do Brasil, representando os mais variados segmentos: sindicatos, associações, colônias, cooperativas, movimentos, organizações não-governamentais (ONGs) e outras organizações. Da mesma forma, produtores rurais e a comunidade em geral.

Demarcação de parques
No mesmo evento o ministro e o governador assinaram - juntamente com outras autoridades -, e, deram ordem de serviço para a demarcação de dois parques aquícolas: Serra da Mesa e Cana Brava, ambos situados na bacia do rio Tocantins. Em dados do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), com o aproveitamento total de lâmina d’água de 321 hectares, mais propícias ao desenvolvimento da aquicultura nos reservatórios, num primeiro momento, a região deve produzir 80 mil toneladas de peixe/ano, mas a produção esperada deve atingir em pouco tempo aproximadamente 96 mil toneladas de pescado por ano, algo equivalente a um terço da atual produção aquícola brasileira. Os mesmos estudos técnicos apontam que mais de duas mil famílias serão diretamente beneficiadas pela atividade em Goiás.
Famílias essas, habitantes das cidades que pertencem ao Território de Pesca e Aquicultura Serra da Mesa (TPASM). Além de Colinas do Sul e Uruaçu, outros 19 membros integram o TPASM: Alto Horizonte, Barro Alto, Campinorte, Campinaçu, Campos Verdes, Formoso, Guarinos, Hidrolina, Minaçu, Montividiu do Norte, Niquelândia, Nova Iguaçu de Goiás, Pilar de Goiás, Santa Rita do Novo Destino, Santa Tereza de Goiás, Santa Terezinha de Goiás, São Luiz do Norte, Trombas e Uirapuru. Dos 13 membros do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Integrado Serra da Mesa (CIDISEM - sediado em Uruaçu), apenas Mara Rosa e Estrela do Norte não compõem o Território.
A cessão dos lotes demarcados pelo governo federal nos dois lagos artificiais deve durar por 20 anos. A assistência técnica, que fica a cargo de servidores da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seagro), é imprescindível para o êxito dos produtores. De já, toneladas de ração também são distribuídas.
No Brasil existem cerca de 350 mil pescadores e o orçamento federal para a pesca é de R$803 milhões. Gregolin esclarece que na atualidade o pescador conta com linhas de crédito como o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que financia até R$100 mil a juros baixos. “Goiás já tem três frigoríficos especializados em piscicultura. O que falta é peixe”, alerta. Localizada no Nordeste goiano e não tão distante dos dois lagos, a cidade de Monte Alegre de Goiás será sede de mais um frigorífico. “Ele será inaugurado no Município até julho”, vaticina Domício Vieira, que deixa o recado: as indústrias enfrentam dificuldade para a obtenção do produto e têm capacidade ociosa. “Um deles [frigorífico] tem capacidade para cinco toneladas e hoje só trabalha com duas.”
Para o ministro do presidente Lula (PT), as águas do lago Serra da Mesa são de uma riqueza extraordinária. “Além de ser o maior reservatório em volume de água no Brasil, a qualidade da água é excepcional, o que garante alta produtividade”, opina, registrando ainda que Goiás detém potencial enorme para a piscicultura, através de mais de duas dezenas de reservatórios e água em abundância. Gregolin falou ainda do esforço dos governos federal e estadual para criar uma medida que autorize o trabalho dos pescadores artesanais, já que a atividade é proibida em Goiás. Segundo ele, será criada uma maneira do pescador sair da marginalidade e poder comercializar seu produto.
Ademir Menezes destacou o esforço do governo federal em estimular esse setor, não só possibilitando que as famílias da região tenham emprego e renda, mas, também, viabilizando o escoamento da produção pela rodovia GO-239, que, segundo afirmou, será asfaltada até o final do ano; leia mais sobre a obra, na submatéria Colinas do Sul: prefeito destaca piscicultura e outras riquezas. “Com os recursos federais vamos aumentar em muito a produção e seremos, no futuro, exportadores”, enfatizou Ademir.
Sempre prestigiando o setor pesqueiro e empolgado com a novidade, o parlamentar Mauro Rubem adiantou que iniciativa é de grande importância. “Não tenho dúvida: Goiás será muito beneficiado com essa demarcação”, comentou.


Concentração pública às margens do lago Serra da Mesa,
próximo aos tanques-rede


Autoridades no lago Serra da Mesa: inauguração e instalação oficial
da Unidade Demonstrativa de Criação de Peixes em Tanques-rede,
etapa de Colinas do Sul

‘Favorecer os excluídos e os menos favorecidos’
Ao fazer pronunciamentos nos eventos de Colinas do Sul e em entrevistas, o secretário Leonardo Veloso relembrou que no Brasil só existem dois Territórios de Pesca e Aquicultura, e que Goiás tem o privilégio de ter um deles. Acrescentou que com a Lei de Ater (Assistência Técnica e Extensão Rural), o apoio do MPA, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Seagro e demais parceiros, o TPASM deverá ser referência nacional na produção rural. “Se formos aproveitar o potencial legal de produção de peixe no Estado, poderemos superar até mesmo a produção de soja que vem batendo recordes e entusiasmando os produtores nos últimos anos”, previu. Apoiando e incentivando os propósitos e as realizações dos dias de atividades do início de fevereiro em diante, ele frisou: “Nossa intenção aqui é favorecer os excluídos e os menos favorecidos.”
Iterson Oliveira é morador de Colinas do Sul e se inscreveu no projeto para receber treinamento em piscicultura, durante seis meses. Após essa etapa ele pretende, por meio de uma das entidades habilitadas, obter empréstimo e ter sua própria produção em tanque-rede, começando por uma Unidade. Durante a Oficina ele se inscreveu no MPA, por meio de um agente do órgão, para obter a carteirinha de pescador profissional. Ciente de seus deveres, junto ao órgão ele terá, entre seus direitos, o recebimento do seguro-defeso (durante a piracema), licença para pesca e tempo de trabalho para aposentadoria. Como um seguro especial sua inscrição tem validade de cinco anos, com revalidações de dois em dois anos, segundo critérios do MPA.
Em definição mais específica, o seguro-defeso é uma modalidade de seguro-desemprego e tem por finalidade promover a assistência financeira temporária ao pescador, no período em que se encontra proibido de exercer sua atividade, no chamado período de defeso (piracema).
Entusiasmado com o potencial do lago, Francisco Neto, recém-casado, oriundo de Brasília-DF e morador há quatro meses em Colinas do Sul, também fez curso teórico de piscicultura. Agora fará o curso prático em tanques-rede, por meio da Seagro e do CIDISEM. Ele pretende montar, já nos próximos meses, 30 tanques-rede no lago Serra da Mesa, o que daria uma produção de 24 toneladas a cada quatro meses, com tudo correndo bem (tanques de seis metros cúbico cada). Para isso, terá que desembolsar R$50 mil na compra dos tanques-rede, R$10 mil na compra dos alevinos e mais R$7 mil com despesas de ração.
A Lei de Ater não só permite a contratação de serviços de assistência técnica e extensão rural de forma contínua (com pagamento por atividade mediante a comprovação da prestação dos serviços), bem como fomenta o desenvolvimento rural sustentável da agricultura familiar e dos assentamentos da reforma agrária.
Com lei do governo federal, aprovada e sancionada em dezembro, serão definidos os princípios e objetivos da extensão rural brasileira. O orçamento para a Ater nos últimos sete anos (sob funcionamento através de outros parâmetros) deu um salto de R$42 milhões (2003) para R$482 milhões, em 2009.


CIDISEM coordena Unidades Demonstrativas


Parte da equipe do CIDISEM e autoridades, em 24 de fevereiro:
Maria José (esq.), ministro Altemir Gregolin, doutor Wanderley e
governador em exercício Ademir Menezes (frente). Atrás:
Beto Ribeiro (secretário da Agricultura de Uruaçu) (esq.),
Paulo Roberto, Aleomar Sebastião e secretário estadual da
Agricultura Leonardo Veloso

O prefeito de Colinas do Sul, Iran Ferreira (PT do B), é vice-presidente do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Integrado Serra da Mesa (CIDISEM), entidade com sede em Uruaçu e da qual é presidente o prefeito uruaçuense Lourencinho (PP), que se encontra licenciado, até as primeiras horas de 1º de março, devido integrar missão oficial do Governo de Goiás, em viagem comercial ao Leste europeu. Com isso, Iran Ferreira ocupa atualmente o cargo de presidente do Consórcio, que tem entre as suas atividades, a coordenação do funcionamento do projeto Unidade Demonstrativa de Criação de Peixes em Tanques-rede, que chegou a quarta etapa. Lourencinho e Iran Ferreira colocaram, dia 24 de fevereiro, à disposição do evento que contou com a presença do ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, toda a estrutura humana e material do CIDISEM.
Segundo o zootecnista Paulo Roberto Silveira Filho, supervisor de Programas do Consórcio e responsável técnico pela implantação geral de cada Unidade Demonstrativa, de início “a meta é atingir, no final dos seis meses de cultivo, algo em torno de 12 toneladas de peixe, que também serão doados às escolas, creches, enfim, entidades sociais municipais” da localidade situada no Nordeste goiano. Enquanto a parte técnica do trabalho fica a cargo de Paulo Roberto, a coordenação administrativa fica por conta do secretário executivo do CIDISEM, o médico veterinário Wanderley José Ribeiro (doutor Wanderley).
Numa ampliação da idealização em curso, a cidade de Campinaçu está agendada para futuramente abrigar a quinta etapa. Posteriormente, Santa Rita do Novo Destino, Barro Alto e Campinorte (não necessariamente nesta ordem), completando o ciclo dos oito Municípios lindeiros ao lago Serra da Mesa; as outras cinco localidades que fazem parte do Consórcio são Alto Horizonte, Estrela do Norte, Mara Rosa, São Luís do Norte e Nova Iguaçu de Goiás.
Paulo Roberto esclarece que em parceria com outras representações, equipe do Consórcio montou bateria de 20 tanques-rede no lago, próximo ao Porto Comunitário de Colinas do Sul no início do mês (na fazenda Chapada da Visão [junto também do Porto da Santina - proprietária do citado imóvel rural, ela é moradora tradicional do Município], no lago Serra da Mesa). “Foram colocados 3 mil alevinos de tilápia nilótica, em dois berçários dentro dos tanques-rede. Dia 23 foram colocados mais 8.250 e na presença do ministro, dia 24, outros 8.250 alevinos”, pontua.
O técnico faz questão de observar: foi “juntamente com membros da Associação dos Pescadores Artesanais e Piscicultores de Colinas do Sul e, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que a equipe do Consórcio montou bateria de 20 tanques-rede.” Paulo Roberto avalia que ao final dos serviços desenvolvidos na Unidade Demonstrativa, os investimentos somarão R$80 mil. Isso, devido o empenho da atual presidência do CIDISEM em desenvolver ações de economia.
Ao contrário do que alguns imaginam, o Consórcio não recebe verbas exorbitantes. Mais: os recursos recebidos, rigorosamente contabilizados, são repassados para investimentos especificados por rubricas. Ou seja: são verbas carimbadas.


Lago Serra da Mesa, junto aos tanques-rede: Rubens Otoni (esq.),
Domício Vieira, Ademir Menezes, Altemir Gregolin, Iran Ferreira
e doutor Wanderley Ribeiro (secretário executivo do Cidisem). Em
todas as circunstâncias, o Consórcio é presença certa,
coordenando e ajudando

Liberação de lotes em até 180 dias
A rede de parceria existente é vital para o desenvolvimento das atividades de piscicultura. Opina Iran Ferreira: “Todos os parceiros são de uma preciosidade enorme, desde os mais simples pescadores, passado pelo CIDISEM, pela Seagro [Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Abastecimento], chegando ao Ministério [da Pesca e Aquicultura, o MPA].”
Em termos de investimentos estruturantes, a opinião é geral: com o que já foi feito e com o que está por vir, as águas da região envolvida ajudarão o Brasil elevar o potencial da atividade pesqueira.
Previsão, no quesito funcionamento: somando todo o período, além do que já fora praticado; mais alguns estudos; o cadastramento das famílias contempladas (a ser definido em audiência pública, que provavelmente será realizada em Uruaçu); somando outras ações burocráticas; o processo de demarcação dos lotes; e, a fase de implantação, a previsão é de que dentro de seis meses os parques estejam liberados para uso normal, com entrega dos lotes para as famílias iniciarem a produção pesqueira. Serão selecionadas famílias que apresentarem renda global de até cinco salários mínimos, que sejam beneficiárias do programa Bolsa Família, além de outros critérios legais relacionados a condições assistenciais. Existe a projeção de que cada família selecionada terá a lucratividade de renda extra de até três salários mínimos. Como é ampla, a iniciativa contará também (sem atropelos) com empreendimentos de cunho empresarial, observando diferenciadas normas.

Antes da visita do ministro, aquicultura foi debatida


Oficina de 4 e 5 de fevereiro: prefeito Iran Ferreira profere discurso,
diante de outras autoridades e personalidades ligadas ao setor pesqueiro


Superintendente Domício Vieira, ao expor ensinamentos
durante Oficina


Adilon Souza (Seagro), ao proferir palestra sobre Condomínios
Aquicolas. Na mesa, auxiliando, Paulo Liss (Acbalse) e
Nicolli Pereira (SEPAQ/Prefeitura de Uruaçu)


Titular da Pasta da Agricultura uruaçuense e membro dos Territórios
parceiros, Beto Ribeiro (dir.) é também médico veterinário voluntário


Lago Serra da Mesa, durante colocação dos tanques-rede;
envolvidos com a causa participam e acompanham


Durante trabalhos de instalação dos tanques-rede, presença
e incentivo de Iran Ferreira (dir. - em pé)


Autoridades e personalidades, todas colaboradoras, diante do lago
Serra da Mesa, nos bastidores da Oficina

Fomentar a aquicultura e a pesca na região do lago Serra da Mesa. Esse foi o objetivo da 2ª Etapa da Oficina de Validação do Programa de Desenvolvimento Territorial de Aquicultura e Pesca de Serra da Mesa, evento promovido dias 4 e 5 de fevereiro em Colinas do Sul, cidade localizada no Nordeste goiano e uma das integrantes do Território de Pesca e Aquicultura Serra da Mesa (TPASM). Como meta, constou a identificação de demandas sobre a atividade e elaboração de uma política para a região. A parte denominada Planejamento Estratégico do Setor Aquicola e Pesqueiro (SEBRAE) deixou de ser realizada devido acidente ocorrido com o coordenador desses trabalhos.
Foi quando também os coordenadores apresentaram projetos que foram aprovados em plenária e, que agora iniciam buscas de recursos para a realização dos mesmos.
Uma vez mais, concorrida realização na região de Serra da Mesa - pois em 2009 o mesmo procedimento havia sido desenvolvido em Uruaçu, Niquelândia e Minaçu -, a Oficina contou com a participação de representantes e autoridades federais, estaduais, regionais, municipais, prefeitos de redutos que integram o TPASM, técnicos que atuam no segmento, produtores rurais, pescadores e outras pessoas interessadas. Contratada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a Fundação Cândido Rondon (a FCR, com sede em Campo Grande-MS e que tem como articulador territorial de Serra da Mesa, o técnico em aquicultura Felipe Brant de Carvalho) é a entidade responsável pela implementação dos Territórios em todo o País.
Existente desde julho de 2000, a FCR é instituição de caráter científico e cultural, sem fins lucrativos. Credenciada como Fundação de Apoio à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) junto ao Ministério da Educação (MEC) e ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e, portando competência estatutária para promover desenvolvimento científico, tecnológico e institucional, bem como a transferência de conhecimento no campo do ensino, pesquisa, consultoria e capacitação, a entidade já executou centenas de projetos, atendendo uma gama de clientes e parceiros da iniciativa privada, administração pública e sociedade civil organizada.

Estrutura do CIDISEM em favor das atividades
Para o acontecimento do início de fevereiro, o CIDISEM também enviou a serviço para Colinas do Sul praticamente todo o seu quadro de profissionais (além da parte material), objetivando ajudar nas atividades. Envolvendo toda a programação, desde a recepção aos convidados, com café da manhã oferecido na Pousada Lua e Flor, passando pelo deslocamento para o local de instalação da Unidade Demonstrativa, indo a cerimônia de lançamento (no Porto da Fazenda Santina), pelos momentos sociais e pelas refeições, se expandindo para com um todo do evento, o que se viu foi muita determinação e vontade de que tudo desse certo.
Da mesma forma que para outros parceiros são de grande representatividade, a realização da Oficina; o lançamento da quarta etapa da Unidade Demonstrativa; a demarcação dos parques aquícolas de Serra da Mesa e de Cana Brava; a realização do primeiro Censo Aquícola do País; enfim, todas as ações ligadas às atividades pesqueiras, para o Consórcio também são.
Com números alternados de funcionários nos diferentes dias de evento, a equipe do CIDISEM se mostrou disposta - o que é normal -, e esteve em Colinas do Sul entre os dias 1º e 5 de fevereiro trabalhando em tempo integral, sob comando do dedicado secretário executivo doutor Wanderley, que, de forma ágil e sem burocracia excessiva, não mede esforços para com o bom andamento e o trâmite legal da parte administrativa. E, do supervisor de Programas, Paulo Roberto.
O trabalho técnico desferido por Paulo Roberto é ímpar para o bom andamento das iniciativas piscosas. Profissional qualificado e de atuação precisa, é também especialista em Produção Animal; e, mestrando em Aquicultura Continental, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP)/Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás).
Também funcionário do CIDISEM, Aleomar Sebastião Lourenço (Danurinha) atua no Núcleo Diretivo do TPASM exercendo a função de relações-públicas. Do Consórcio, também trabalharam no evento de Colinas do Sul: Hailton Silva Costa, Sandro Gomes e Maria José dos Santos (Zezé). “Foi o ‘CIDISEM’ em peso na cidade do nosso vice-presidente”, comemora Paulo Roberto.
Sobre os atos do início do mês, com outros compromissos agendados anteriormente, o presidente Lourencinho não se fez presente em Colinas do Sul, mas disponibilizou prontamente as estruturas humana e material da entidade em favor do evento. Lourencinho esclarece que “a experiência e o sério compromisso dos nossos profissionais proporcionam tranquilidade, além de nunca termos dúvida sobre a alta capacidade do nosso vice-presidente Iran, em nos representar e conduzir bem os trabalhos.” E completa: “Ainda mais que o acontecimento foi na cidade em que ele administra.” Já comentado, quando da visita ministerial do dia 24, Lourencinho não compareceu em função de estar viajando comercialmente ao exterior.
Com o início do funcionamento da quarta Unidade Demonstrativa, Paulo Roberto passa a ser presença constante no Município. Ele diz: “Iniciamos mais uma etapa, que com certeza terá o mesmo sucesso das anteriores, pois a área é excelente, a água de ótima qualidade.” Revelando que os alevinos chegaram em tamanho maior ao esperado, comemora: “Pra nós foi muito bom, pois vai permitir uma menor mortalidade inicial e menor tempo para chegar ao peso de abate.”
O coordenador técnico explica que a parte prática tem duração de quatro a seis meses, “onde os capacitandos irão se revezar nos cuidados e manejos diários dos peixes, contando a todo momento com a assistência técnica do Consórcio.” Paulo Roberto adianta que em breve novos cursos teóricos serão ministrados, “e ao final realizaremos o ‘Festival Gastronômico do Peixe’, onde poderemos mostrar para a sociedade diversos pratos à base de peixe. É mais uma realização do CIDISEM, que vem provando sua competência e importância no Norte e Nordeste goianos”, frisa.
Já nessas atividades de 4 e 5 de fevereiro, autoridades e personalidades estiveram presentes em Colinas do Sul, valorizando a importância do acontecimento que precedeu a visita do ministro: entre elas, Domício Vieira, superintendente federal de Pesca e Aquicultura em Goiás; Leonardo Veloso, secretário estadual da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (e diretores do órgão); deputado estadual por Goiás, Mauro Rubem (PT); Cícero Romão (PSDB) e Divaldo Rinco (PSDB), prefeitos de Minaçu e Alto Paraíso de Goiás; Adilon Souza (Seagro), que proferiu palestra focando a temática Condomínios Aquicolas; Luís Humberto Ribeiro (Beto Ribeiro - secretário municipal da Agricultura, Pecuária e Aquicultura de Uruaçu e, coordenador-geral da Comissão do Território Rural Serra da Mesa [TRSM] e coordenador do TPASM, também representado por Inaldo José Batista [diretor da Agência Municipal de Aquicultura e Pesca de Niquelândia] e Michel Dolzane Galli Nunes [de Colinas do Sul, bacharel em Direito; e, que atua como assessor técnico público e privado, se dedicando a criação e direcionamento de associações, cooperativas e colônias de pescadores e afins]); Gilvando Freitas Albuquerque (o Gil - secretário municipal da Agricultura de Niquelândia); Ana Paula da Conceição, gestora de Projetos do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Goiás (Sebrae Goiás) - Centro Norte; Silvia Vieira da Silva, instrutora de Piscicultura, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) - Regional Goiás (Uruaçu); religiosos monsenhor Juarez (com atuação no Seminário de Formosa-GO) e, padres Davi José de Araújo (Campinorte) e Edimar Araújo de Souza (Colinas do Sul). Igualmente, outras autoridades locais; demais técnicos da área; representantes de distintas representações; capacitandos; e, munícipes das zonas urbana e rural.


Início de fevereiro: sob coordenação de Paulo Roberto (centro),
parceiros iniciam montagem dos tanques-rede


Hailton Silva (esq.), Paulo Roberto e outros colaboradores
na montagem


A mesma eficiência que apresenta ao solucionar entraves burocráticos,
o coordenador Paulo Roberto apresenta dentro d’água


Tanques-rede chegando à água do lago Serra da Mesa, em Colinas
do Sul: sob coordenação do CIDISEM, quarta etapa da Unidade
Demonstrativa é uma realidade


Técnicos apresentam pequena amostra dos 20 mil alevinos soltos
nos 20 tanques-rede, em Colinas do Sul


Colocação de alevinos num dos tanques-rede: capacitandos se
revezarão nos cuidados, manejos diários


Em um dos tanques-rede, alevinos (tilápias nilóticas)


Governo quer aumentar produção de pescado
O ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, havia afirmado em 11 de fevereiro que, apesar de todo o potencial brasileiro para a atividade pesqueira, falta peixe para consumo no País. No ano passado, o total de importações no setor chegou a 230 mil toneladas. “É uma contradição. O Brasil nunca deu grande prioridade a essa cadeia nos últimos 50 anos, nunca investiu para desenvolver esse potencial. Temos muita água, espécies nobres. Um País com tanta água tem essa vocação”, disse, ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido, editado e apresentado pela área da Assessoria de Comunicação Social da Presidência da República.
Outro aspecto considerado um entrave para a pesca é o próprio consumo. “O brasileiro ainda consome pouco peixe”, lembrou Gregolin. Mas, de acordo com o ministro, a situação já foi pior, e as vendas têm registrados aumento de 15 por cento ao ano. O preço do peixe, segundo ele, têm diminuído e começa a ficar competitivo em relação ao das demais carnes.
De fato, falta peixe, ao mesmo tempo em que é visível em Goiás (por meio das águas dos lagos Serra da Mesa e Cana Brava) o desejo de que todos possam futuramente lidar com fornecimento e abastecimento crescentes, contribuindo para com o consumo interno. Outra pretensão é tornar Goiás exportador de pescados. Além de gerar renda, popularizar o pescado nas mesas das cozinhas brasileiras também está entre as metas do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), que costuma lembrar, reforçando a provocação e o puxão de orelha do ministro: peixe tem proteína da boa, proteína representa saúde. O goiano, por exemplo, ainda come pouco peixe, mas o consumo/ano em Goiás foi elevado de 2,7 quilos/habitante (2003) para 4,8 quilos/habitante (2009).

Atividade tende crescer
Na atualidade, Goiás é um dos Estados que mais se destaca no desenvolvimento da aquicultura, algo que não apresenta progresso mais satisfatório devido burocracias englobando falta de logística e comercialização, aliadas às dificuldades para financiamento e, consequente prática efetiva das idealizações pregadas. Isso reflete em problema que se tornou contínuo: os produtores atuam na informalidade. Mesmo que em ritmo lento, o que os envolvidos querem é que a normalidade das ações chegue, abrindo portas para ganhos coletivos reunindo todas as partes.
Existe a unanimidade de que o desenvolvimento da atividade tende crescer no País, da mesma forma o panorama da aquicultura brasileira. Somando forças, é que parceiros, como o MPA, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seagro), a Fundação Cândido Rondon (FCR), o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Integrado Serra da Mesa (CIDISEM), as Prefeituras, as comunidades envolvidas, buscam sem cessar a viabilização da implantação oficial do projeto de produção de peixes em tanques-rede nos dois lago, técnica que é empregada há anos em Estados que desenvolvem a piscicultura comercial. Bahia, Ceará e São Paulo são bons exemplos.
Abrilhantando o Seminário Regional Parque Aquícola: do sonho a realidade, Altemir Gregolin esteve em Uruaçu dia 29 de outubro passado, quando tratou de uma série de assuntos referentes ao segmento com outras autoridades locais, regionais, estaduais e federais. Uma das pautas centrais foram particularidades da Política de Desenvolvimento Territorial da Pesca e Aquicultura, que prevê a implantação de 174 áreas para implementação de programas e ações do MPA no Brasil; Territórios, que foram delimitados a partir de identidades culturais, sociais e econômicas, devendo ser integrados às metas do Plano Mais Pesca e Aquicultura.
Questionada no princípio de fevereiro em Colinas do Sul, sobre a crendice popular de que os peixes criados em cativeiro é menos saboroso que os peixes dos rios, a supervisora de Aquicultura e Pesca da Seagro, Ilce Santos Oliveira, garante que, na realidade, o sabor do peixe de cativeiro depende dos cuidados dispensados à alimentação e à qualidade da água. “Peixes produzidos com ração adequada e em ambiente saudável, apresentam sabor e textura comparáveis aos da natureza e têm como vantagem a ausência de parasitos e patógenos que podem ser comuns em alguns períodos do ano.”
Disse ainda: “Devemos incentivar o consumo de peixes produzidos, uma vez que assim diminuímos a pressão da pesca sobre os estoques naturais, contribuímos com a preservação e o aumento de espécies que hoje estão em declínio, algumas até ameaçadas de extinção” concluiu.

Censo Aquícola
“Estamos trabalhando para estruturar a cadeia produtiva, para encurtar a distância entre o pescador e o consumidor e fazer com que o pescador possa ter uma unidade para estocar, para congelar e para vender diretamente”, afirmou, ao citar saídas para melhorar a atividade, como centros integrados de pesca artesanal e a organização de pescadores por meio de cooperativas.
Sobre a realização do primeiro Censo Aquícola do País - que vai traçar um mapa da produção de peixe em cativeiro -, a promessa é que os dados estejam disponíveis em março. O levantamento começou em outubro do ano passado e busca informações como volume de produção, espécies pescadas e renda dos pescadores. “Vamos ter informações preciosas que vão orientar políticas”, ressaltou Gregolin.
Todo o fortalecimento dessa cadeia produtiva deve passar pela implantação e pelo funcionamento de novos parques.
O caso que envolve os dois lagos goianos é de conhecimento de uns, de outros ainda não: a tão aguardada demarcação dos dois parques (cessão provisória de águas públicas para o cultivo de peixes) atenderá reivindicação coletiva que teve início antes mesmo da inauguração da Usina Hidrelétrica de Serra da Mesa, localizada na Bacia do Alto Tocantins, em 1998. Milhares de ribeirinhos perderam suas principais fontes de renda e, mesmo que indenizados por FURNAS Centrais Elétricas S. A., saíram em busca de apoios governamentais para adentrarem novas ou semelhantes atividades, em outras áreas. Uma das alternativas, que devia ter sido praticada de imediato (mas não foi) é: aproveitamento das mesmas águas que inundaram as então propriedades rurais, para desenvolvimento da pesca.
Dentro dos governos Fernando Henrique Cardoso o assunto não ganhou evolução. Antes, no decorrer do governo inicial Lula, foi tentada essa demarcação, mas problemas envolvendo a empresa ganhadora da licitação e contratada para o serviço, fez o sonho ser adiado. O governo federal se viu obrigado cancelar o trâmite e travar embate para reaver o dinheiro investido. Só depois foi feita a abertura de novo processo licitatório para a demarcação. Agora, pelo que se vê, o investimento se tornará realidade nítida.


Colinas do Sul: prefeito destaca piscicultura e outras riquezas


24 de fevereiro - Governador Ademir (esq.): “Com os recursos
federais vamos aumentar em muito a produção e seremos, no futuro,
exportadores.” Ministro Gregolin: “Além de ser o maior reservatório
em volume de água no Brasil, a qualidade da água é excepcional, o
que garante alta produtividade.” E, prefeito de Colinas do Sul,
Iran Ferreira
: “Sou o homem mais feliz do mundo, com
esses acontecimentos”

Segundo Iran Ferreira (PT do B), prefeito de Colinas do Sul e vice-presidente do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Integrado Serra da Mesa (CIDISEM), ele e a comunidade local se sentem orgulhosos e felizes com a promoção das atividades em sua terra, ocorridas no início e no final de fevereiro. “Para nós é de extrema importância, e, sem medo de errar eu afirmo que sou o homem mais feliz do mundo, com esses acontecimentos.” Essa e outras declarações foram feitas na data da visita do ministro e comitiva, em entrevista para a Assessoria de Imprensa do Consórcio e para a Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura de Uruaçu.
Tornando claro ter feito o de melhor em termos de acolhida e desenvolvimento dos trabalhos como prefeito e, vice-presidente (e presidente em exercício) do CIDISEM, o mesmo está inserido no grupo dos que acreditam em futuro promissor para o setor, classificando a piscicultura como atividade de progresso.
Para o prefeito, a fomentação da aquicultura e da pesca na região dos dois lagos, o lançamento da quarta Unidade Demonstrativa de Criação de Peixes, a demarcação e o início oficial das atividades, tendem alavancar em pouco tempo a economia das cidades envolvidas.
Expressando que os eventos representam muito, Iran Ferreira informa que “pela primeira vez na história um ministro visitou Colinas do Sul.”
Ele exalta que a instalação da Unidade Demonstrativa, em parceria com o CIDISEM, a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seagro), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e outros parceiros, ajudará diretamente 40 famílias, ao mesmo tempo em que representa a existência de “uma nova Colinas do Sul” também no setor pesqueiro. “Tudo isso proporciona mais credibilidade ao nosso governo, desde os mais humildes servidores, provando ainda mais que propósitos apresentados na época da campanha estão ganhando praticidade diariamente. E buscar emprego e renda, por meio de parcerias locais, regionais, estaduais e federais, é justamente um dos nossos objetivos ontem, hoje e sempre.”
Iran Ferreira deixa claro: “Essas discussões e ações de agora sobre questões da aquicultura e da pesca vão resultar em conquistas reais para nossas comunidades. Insisto: creio que as atividades trarão benefícios.” Também: “No que depender da Prefeitura de Colinas do Sul e de minha atuação como vice-presidente do CIDISEM, esses 20 tanques-rede e todo o processo de atuação sempre terão atenção especial e todo o suporte de nossa parte. Tenho certeza também de que o presidente Lourencinho [do Consórcio e, prefeito de Uruaçu, pelo PP] não medirá esforços, juntamente com os profissionais do Consórcio, em nos ajudar!”.
O prefeito defende a ideia de que todas as etapas do projeto exigem cuidados. “Desde agora, até os contemplados se estabilizarem, também com a atuação da Associação, da Colônia. Mesmo quando estiverem usufruindo de lucros, ganhando dinheiro, caminhando com as próprias pernas, será importante que contem com os parceiros de agora.”
Localizada a 520 quilômetros de Goiânia e, também apresentando identificação com a capital federal Brasília, a jovem cidade de Colinas do Sul faz limite, entre outras localidades, com Niquelândia e Minaçu; também com a Chapada dos Veadeiros e com o Parque Nacional do mesmo santuário ecológico. Apresenta como principal fonte econômica o segmento da pecuária, com destaque também para o turismo e o eco- turismo. Iran Ferreira acredita no sucesso do setor pesqueiro e comenta que sua cidade apresenta condições contínuas de desenvolver a atividade da aquicultura, com utilização da água do lago de Serra da Mesa.
Da mesma forma que em outras frentes, o prefeito de Colinas do Sul e sua equipe buscam o máximo de alternativas que possam proporcionar ganhos para a comunidade. Todos torcem pelo sucesso dos ideais que envolvem o segmento da piscicultura.


Alevinos colocados num dos tanques-rede, por Iran Ferreira (esq.),
Rubens Otoni, Leonardo Veloso, Altemir Gregolin e Ademir Menezes

Potencial turístico enorme
Focando somatórias de forças, o administrador municipal lembra que Colinas do Sul se tornou Município membro do recém-criado grupo denominado G-6. Opinando que passou da hora de a região ser deixada de ganhar o rótulo de “corredor da miséria”, ele conclama a todos para que propaguem mais uma realidade: o potencial turístico daquela parte de Goiás é enorme, em integração que posiciona Colinas do Sul como coirmã da Chapada dos Veadeiros. “Quem visitar Colinas do Sul, que ‘ganhou nova cara’, sob nossa administração, vai se apaixonar pelas belezas existentes por aqui, da mesma forma pela região”, afirma, motiva e convida ao mesmo tempo.
Ainda em trabalhos iniciais, o G-6 agrupa as cidades de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Teresina de Goiás, São João da Aliança, Colinas do Sul e Nova Roma.
Nessa busca de melhorias em geral, mais um detalhe repassado pelo prefeito Iran Ferreira: a pavimentação asfáltica da GO-239 (trecho Colinas do Sul-Alto Paraíso) está idealizado para se tornar realidade logo, pois foram solucionados entraves que recaiam sobre licenças ambientais. Com isso, a fase de licitação da obra e o início das obras, até o povoado de São Jorge (pertencente a Alto Paraíso), é questão de pouco tempo em termos de conclusão; posteriormente, seria a vez do trecho São Jorge-Alto Paraíso. No tópico principal desta veiculação o governador goiano em exercício, Ademir Menezes (PR), ressaltou o benefício do asfalto. São informações positivas também para as cidades que fazem parte do G-6, do CIDISEM e do Território de Pesca e Aquicultura Serra da Mesa (TPASM).


Território de Pesca e Aquicultura (TPASM): organização e determinação
Desenvolvida em Uruaçu dias 22 e 23 de outubro do ano passado, Plenária da Oficina de Planejamento para o Desenvolvimento Sustentável da Pesca e Aquicultura elegeu os integrantes da Coordenação Territorial provisória e do Núcleo Técnico, que passaram a responder pela elaboração do Regimento Interno do Território de Pesca e Aquicultura Serra da Mesa (TPASM), da ativação do Fórum Estadual de Aquicultura e Pesca, e, que deixou portas abertas para a aprovação da instalação do próprio TPASM, hoje já estabelecido e que chegou mostrando o quanto é importante nesses novos tempos de atividades pesqueiras em Goiás.
Na parte técnica, a Oficina tratou de conceitos referentes ao planejamento participativo, definido por Marcos Masano (Fundação Cândido Rondon [FCR]) como “uma construção coletiva que envolve todos os atores, que decidem em conjunto as ações que devem ser realizadas, fortalecendo o papel de protagonistas de todos eles e consolidando o Território.” A técnica conhecida como chuva de ideias levantou tópicos como melhoria de vida, geração de trabalho e renda, produção sustentável, fortalecimento de políticas pública, de modo a responder as expectativas dos participantes sobre o TPASM. Sempre enfatizando o protagonismo dos participantes, grupos representando os Municípios escreveram e contaram a história e a realidade do Território.

Prós e contras
Naquele acontecimento de outubro, recuperando informações colhidas de Oficinas anteriores, Felipe Brant (da FCR e articulador territorial de Serra da Mesa) deu destaque aos pontos fortes e fracos do TPASM, assim discriminados:
-Existência de piscicultores;
-O Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Integrado Serra da Mesa (CIDISEM) promove ações de estímulo, articulação e capacitação da piscicultura;
-O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), sediado em Uruaçu, pode oferecer cursos técnicos de aquicultura e pesca; e,
-Organização social territorial.

Pontos fracos TPASM destacados, à época:
-Falta de logística de comercialização;
-Faltam unidades de beneficiamento;
-Processos burocráticos;
-Falta de assistência técnica;
-Baixo grau de escolaridade;
-Alto custo do transporte;
-Desconhecimento de instituições e programas de financiamento;
-Acessos difíceis; e,
-Falta de qualificação técnica.

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) tem representações nos Estados e no Distrito Federal. No mesmo evento, Domício Vieira, superintendente federal de Pesca e Aquicultura em Goiás, junto com Joana D’arc de Godoy, técnica da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seagro) e, Robson Luis de Morais, presidente da Fundação de Desenvolvimento, Assistência Técnica e Extensão Rural de Goiás, montaram a matriz de priorização de fraquezas e oportunidades da região, concluindo com a elaboração conjunta da Matriz de Ações Prioritárias, que visa resolver problemas, como a legislação burocrática, a falta de capacitação técnica, a falta de infraestrutura, a organização da produção e o baixo capital financeiro das comunidades beneficiadas pelo Território.
No evento uruaçuense do ano passado assim ficou definida a relação dos coordenadores do TPASM: Inaldo José Batista (diretor da Agência Municipal de Aquicultura e Pesca de Niquelândia), Michel Dolzane Galli Nunes (Colinas do Sul - bacharel em Direito; e, que atua como assessor técnico público e privado, se dedicando a criação e direcionamento de associações, cooperativas e colônias de pescadores [e outras]), Luís Humberto Ribeiro (Beto Ribeiro - secretário municipal da Agricultura, Pecuária e Aquicultura de Uruaçu; e, coordenador-geral da Comissão do Território Rural Serra da Mesa [TRSM]). Como secretário (no Núcleo Diretivo), foi escolhido Paulo Liss (Uruaçu - Associação dos Comerciantes e Barqueiros Artesanais do Lago Serra da Mesa [ACBALSE]). Para exercer as funções de relações-públicas, Aleomar Sebastião Lourenço (Danurinha - funcionário do CIDISEM) foi o escolhido.

Oficialização, colaboração e atuação
Com a inclusão de mais reforços, a coordenação listada foi sacramentada durante a etapa de Minaçu, promovida em 14 e 15 de dezembro, quando, da mesma forma, reuniu importantes nomes do segmento e similares. Eleita a direção; e, o Colegiado Territorial Permanente (justamente formado pelos Núcleos Diretivo e Técnico), que recebeu a responsabilidade de aprovar e executar ações priorizadas, veio a aprovação do Regimento e o início oficial das atividades, sendo que até fins de fevereiro, a rede de atividades desenvolvidas foi grande.
Como coordenadores do TPASM, são três os nomes: Beto Ribeiro, Inaldo Batista e Michel Nunes. Neste final de relato jornalístico sobre o Território de Pesca e Aquicultura Serra da Mesa (TPASM), englobando os integrantes dos Núcleos e do Colegiado, os membros (de perfil especializado) são funcionários e servidores técnicos da Seagro, via representação da Pasta estadual das cidades de Uruaçu, Niquelândia, Minaçu e Campinorte; do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) - Regional Goiás; do Consórcio; da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura de Uruaçu; e, da Secretaria do Meio Ambiente de Uruaçu, além de outros colaboradores.
E também, representantes de entidades de pescadores e aquicultores de localidades pertencentes ao TPASM, que se fizeram presentes nos eventos de outubro/dezembro, e, dos nomes já listados. Também participaram daquela Plenária de outubro: agrônomo Ivo Rodrigues de Souza, gerente Regional da Seagro - da Região Serra da Mesa (com sede em Uruaçu); médico veterinário Wanderley José Ribeiro (doutor Wanderley), secretário executivo do CIDISEM; Silvia Vieira da Silva, instrutora de Piscicultura, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) - Regional Goiás (Uruaçu); Roberto Robson, chefe do Escritório do Instituto Brasileiro de Preservação do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama), em Uruaçu; engenheiro agrônomo Jorge Edil Gomes, secretário municipal do Meio Ambiente de Uruaçu; vereador Chiquinho (PDT) (então presidente da Câmara Municipal local; em Uruaçu, hoje ele é secretário Geral do governo Lourencinho); e, o secretário municipal da Agricultura de Niquelândia, Gilvando Freitas Albuquerque (Gil). Enfim, somando as Plenárias, uma gama de colaboradores se fez presente em Uruaçu e Minaçu, trabalhando e testemunhando os procedimentos de instalação de mais essa estrutura.
Nos eventos que transcorreram no início e final de fevereiro em Colinas do Sul, maioria absoluta desses nomes do TPASM se fez presente.
De acordo com Michel Nunes, o resultado final dessa movimentação vista em Colinas do Sul será revertida em favor de quem realmente precisa e busca fonte de renda. Dizendo que os estudos, as práticas, o empenho em busca de benefícios, envolvendo a piscicultura, representam progresso, via criação de desenvolvimento social e econômico, “oferecendo distribuição de renda mais justa e, crescimento”. Ele opina que os envolvidos merecem ter profissionais habilitados que corram atrás de benefícios, classificados como importantes para a região. “Vejo ser e considero ímpar dentro do Estado de Goiás esse movimento em torno da piscicultura.”

Uruaçu 1º/03/10 - (Da Redação - JC On-line, com informações da Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura de Uruaçu [com MPA, CIDISEM, Seagro e Agência Brasil, sob adaptações técnicas e atualizações)

Histórico
  » 05-09-2010 19:09:14 - Assassinato de Divaldo Rinco - Líderes políticos cobram punição a autor de crime
  » 04-09-2010 19:09:08 - Desenvolvimento Curricular debatido em ‘Encontros’
  » 31-08-2010 23:08:31 - Poloneses buscam parcerias no Estado
  » 31-08-2010 13:08:46 - Doutor Sandro recebe ‘Comenda’
  » 24-08-2010 23:08:55 - Prefeitos do Nordeste goiano anunciam apoio a Marconi
  » 24-08-2010 23:08:51 - OPERAÇÃO CELG - Com um toque de Marconi
  » 22-08-2010 11:08:03 - Marconi faz carreata em 13 bairros de Aparecida
  » 14-08-2010 14:08:40 - Grupo de jovens cria movimento pró-Vanderlan
  » 06-08-2010 13:08:44 - Luziânia recebe Marconi com entusiasmo
  » 04-08-2010 16:08:27 - Muquém: GTLO desenvolve atividades culturais
veja o histórico completo
  Untitled Document
Enquete

Horário eleitoral: você assiste?

    Sim
    Não

    Votar

    Parcial

Consulta entre 1º e 15 de setembro/2010
Google
Google